FELCA FAZ DENÚNCIA EMOCIONANTE SOBRE A SEXUALIZAÇÃO INFANTIL NA INTERNET: “ISSO TEM QUE ACABAR”
Na última semana, a influenciadora digital e ativista social Felca lançou um vídeo em seu canal abordando um tema delicado e urgente: a sexualização infantil na internet. Com o título “Não é normal: precisamos falar sobre a sexualização de crianças”, o conteúdo viralizou nas redes sociais, gerando reflexões importantes e reacendendo o debate sobre os perigos enfrentados por crianças e adolescentes no ambiente digital.
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8/8/20253 min read


Com pouco mais de 40 minutos, o vídeo é um verdadeiro grito de alerta. Felca, conhecida por levantar pautas sociais com responsabilidade e coragem, apresenta dados preocupantes, relatos pessoais e trechos de conteúdos que circulam livremente em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube, expondo a forma como o sistema digital tem permitido que comportamentos abusivos se tornem quase naturalizados. Desde os primeiros minutos, ela deixa claro que o objetivo do vídeo é denunciar práticas que colocam em risco a integridade física, emocional e psicológica de crianças, muitas vezes submetidas a uma exposição desnecessária e perigosa por parte de adultos — sejam eles pais, responsáveis ou consumidores de conteúdo online.
Felca denuncia, com indignação, casos em que vídeos simples e inocentes de crianças dançando, brincando ou apenas participando do cotidiano acabam recebendo comentários de conotação sexual por parte de adultos. Ela chama atenção para o fato de que essas interações, ao invés de serem moderadas com rigor pelas plataformas, muitas vezes são ignoradas ou, pior, impulsionadas por algoritmos que priorizam engajamento. “É inadmissível que um vídeo de uma criança de 6, 7 anos dançando com a roupa da escola receba comentários como ‘delícia’ ou ‘tá crescendo bem’. Isso não é elogio, isso é abuso”, afirma Felca, visivelmente abalada. Para ela, o problema não está apenas nas ações criminosas de alguns usuários, mas na maneira como o sistema inteiro se mostra conivente com esse tipo de conteúdo. Ela critica influenciadores e pais que expõem seus filhos na internet de forma constante, muitas vezes sem consciência dos riscos, transformando essas crianças em alvos fáceis para predadores sexuais.
Felca também discute o papel das grandes plataformas digitais e aponta que os algoritmos contribuem para a perpetuação do problema. Ela cita dados de uma pesquisa feita por uma ONG internacional, que demonstram que vídeos com crianças são frequentemente direcionados a perfis de adultos com histórico de consumo de conteúdo impróprio. Segundo ela, o sistema sabe exatamente o que está promovendo — e isso é assustador. Um dos pontos mais alarmantes mencionados no vídeo é o uso de termos aparentemente inofensivos e códigos por grupos de pedófilos para compartilhar conteúdo ilegal sem serem detectados. Eles se utilizam de hashtags codificadas, emojis específicos e comunidades fechadas para burlar os mecanismos de moderação das plataformas. Tudo isso, segundo Felca, ocorre diante dos olhos de todos, com pouca ou nenhuma interferência das empresas responsáveis.
No vídeo, ela também faz um apelo direto a pais, responsáveis e criadores de conteúdo para que se informem, se posicionem e atuem com responsabilidade diante da exposição infantil. Felca reforça a importância da educação digital dentro de casa, do acompanhamento do que as crianças consomem online e, principalmente, da necessidade de compreender que a internet não é um espaço seguro por padrão. Ela questiona: “Você sabe com quem seu filho está falando no TikTok? Você sabe quem está curtindo os vídeos dele ou dela?” e destaca que, infelizmente, o que muitos consideram ingenuidade pode ser justamente o que coloca a criança em risco. Ela também pede que os influenciadores deixem de romantizar a infância em contextos adultos, lembrando que criança não é mini adulto, mas sim um ser em desenvolvimento que precisa de proteção, e não de exposição.
A repercussão do vídeo foi imediata. Milhões de visualizações em poucas horas, além do compartilhamento por figuras públicas como Djamila Ribeiro, Juliette Freire, Tati Bernardi e até o senador Eduardo Suplicy. Hashtags como #InfânciaNãoÉConteúdo, #ProtejamAsCrianças e #StopSexualizaçãoInfantil dominaram as redes sociais, e a pressão pública levou plataformas como Instagram e TikTok a divulgarem comunicados prometendo reforçar suas políticas de proteção infantil. Apesar disso, Felca questiona se essas promessas se traduzirão em mudanças reais ou se serão apenas respostas momentâneas ao clamor popular.
Mais do que uma denúncia, o vídeo de Felca é um manifesto pela preservação da infância e da dignidade das crianças em ambientes digitais. Em tempos em que a exposição se tornou moeda de troca por visibilidade e lucro, seu apelo ressoa como um lembrete duro e necessário: a internet não pode continuar sendo um território onde a inocência infantil é explorada. Felca encerra seu vídeo emocionada, dizendo que proteger as crianças deveria ser um compromisso coletivo e contínuo, e não uma pauta passageira. Sua mensagem é clara, corajosa e direta — e precisa ser levada a sério: é preciso agir agora. A infância não pode esperar.