Pilates emagrece mesmo? Descubra agora!
Pilates é reconhecido mundialmente como um método de exercícios que integra mente e corpo, desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920, com foco em consciência corporal, respiração, fortalecimento abdominal, flexibilidade e controle postural. A prática não foi criada originalmente para promover perda de peso, mas sim para reabilitação e aprimoramento físico geral. Apesar disso, há crescente interesse em saber se, afinal, Pilates emagrece.
SAÚDE
7/27/20253 min read


Para responder essa pergunta, é fundamental compreender que emagrecimento depende basicamente de déficit calórico: gastar mais calorias do que consumir. Pilates não é tão intenso quanto corrida ou HIIT, mas pode contribuir para esse gasto e ainda promover ganhos musculares que elevam o metabolismo basal, ou seja, o gasto energético em repouso. Isso significa que, com o tempo, o corpo pode passar a consumir mais energia mesmo quando não está em movimento ativo.
Diversos estudos têm investigado os efeitos de Pilates sobre o peso corporal e a composição corporal. Uma meta-análise de 11 ensaios clínicos randomizados com 393 participantes com sobrepeso ou obesidade indicou que a prática regular reduziu significativamente o peso corporal em média 2,4 kg, o IMC em 1,17 pontos e a porcentagem de gordura corporal em cerca de 4,2 %.No entanto, os efeitos sobre a circunferência da cintura e a massa magra foram estatisticamente não significativos, conforme os dados coletados nos estudos incluídos na análise.
Estudos individuais corroboram esses resultados. Um estudo de oito semanas com mulheres obesas e sedentárias que realizaram Pilates quatro vezes por semana mostrou reduções significativas no peso, IMC, percentual de gordura, circunferências da cintura e quadril, embora não tenha observado aumento de massa magra. Outro estudo com mulheres de meia‑idade praticando Pilates duas vezes por semana durante doze semanas registrou diminuição de 1,5 a 3 % no percentual de gordura, aumento de 10,6 % na taxa metabólica basal e melhorias significativas na força do core, flexibilidade, agilidade e equilíbrio.
Apesar das evidências apontarem resultados positivos, há limitações metodológicas a considerar. Uma revisão sistemática publicada anteriormente concluiu que a maioria dos estudos apresenta falhas como tamanho de amostra pequeno, falta de padronização, controle insuficiente da nutrição e ausência de grupo controle adequado, o que compromete a solidez das conclusões. Essa fragilidade reforça que, embora haja sinalizações de que Pilates emagrece, os dados não são robustos para afirmar com total segurança sua eficácia isolada.
Além disso, Pilates é uma modalidade de baixo impacto e intensidades moderadas: uma aula típica de 50 minutos pode queimar entre 150 e 250 calorias, valor inferior ao de exercícios aeróbicos intensos ou treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT).Ainda assim, ao estimular musculatura profunda e promover melhora postural e tônus global, essa queima calórica, somada ao efeito metabólico do ganho muscular, pode facilitar a perda de gordura ao longo do tempo.
Importante destacar que Pilates também traz benefícios psicológicos relevantes, como redução do estresse, melhora do humor e maior autoconhecimento corporal, fatores que favorecem a manutenção da prática e um estilo de vida mais ativo. Um estudo com mulheres jovens sedentárias mostrou que mesmo sessões semanais de Pilates geraram aumento na massa muscular esquelética, flexibilidade, força abdominal e melhora do estado emocional.
Formas mais intensas de Pilates, como o Reformer ou exercícios combinados com pesos e sequências dinâmicas, podem elevar a frequência cardíaca e tornar a sessão mais “cardio‑similares”, potencializando o gasto calórico e melhorando a composição corporal. Embora não substituam treinos específicos de força ou cardio, essas versões têm se tornado populares por combinarem tonificação, resistência e estímulo metabólico.
De forma prática, Pilates pode contribuir para emagrecimento especialmente se aliado a uma alimentação equilibrada, controle calórico e preferência por atividades físicas variadas. Especialistas indicam que uma rotina ideal de perda de peso inclua treinamento de força, sessões de HIIT ou cardio e Pilates como complemento para recuperação ativa, estabilidade e consciência corporal. Ou seja, Pilates funciona melhor como parte de um conjunto integrado de hábitos saudáveis.
Também vale desmistificar a ideia de “redução localizada de gordura”: embora Pilates fortaleça músculos específicos, não é possível escolher onde a gordura vai diminuir — a perda ocorre globalmente conforme o consumo energético total.
Respondendo à pergunta central: sim, Pilates pode ajudar a emagrecer, mas com algumas ressalvas. Ele promove pequenos a moderados sinais de perda de peso, diminuição do percentual de gordura e mudança na composição corporal, especialmente em pessoas com sobrepeso ou obesidade, desde que praticado de forma consistente e com maior frequência. Contudo, sua eficácia isolada é limitada: sessões esporádicas ou apenas Pontos de tonificação não garantem resultados significativos sozinhos. A prática tem impacto maior quando combinada com dieta adequada, exercícios aeróbicos ou de força, e um estilo de vida ativo.
Por fim, Pilates oferece vários benefícios adicionais como melhor postura, equilíbrio, flexibilidade, força do core, saúde mental e adesão ao exercício. Esses fatores contribuem indiretamente para o emagrecimento sustentável e para a manutenção de resultados a longo prazo. Portanto, como estratégia de estilo de vida saudável, Pilates tem valor real — mas para emagrecer de forma eficaz e duradoura, ele funciona melhor como parte de um programa mais amplo que contemple nutrição, intensidade e variedade de exercícios.