Revanche em jogo: Atlético-MG vence Flamengo no primeiro confronto e aumenta a pressão sobre reforços e comissão técnica

O duelo entre Atlético-MG e Flamengo voltou a aquecer a rivalidade entre dois dos maiores clubes do futebol brasileiro. No jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, o Galo venceu por 1 a 0 no Maracanã, frustrando os mais de 60 mil torcedores flamenguistas que esperavam uma atuação dominante com a estreia de novos reforços. O resultado não apenas deu vantagem ao time mineiro como acentuou a pressão sobre o elenco rubro-negro e, especialmente, sobre os recém-chegados Saúl Ñíguez, Samuel Lino e Emerson Royal.

ESPORTES

8/7/20252 min read

As contratações internacionais do Flamengo foram o grande atrativo da partida. Os torcedores esperavam uma atuação de impacto, mas o que se viu foi uma estreia tímida. Saúl, por exemplo, entrou em campo apenas aos 33 minutos do segundo tempo e mal teve tempo de participar do jogo. Lino foi acionado antes, aos 10 minutos da etapa final, e chegou a marcar um gol nos acréscimos, que acabou anulado por impedimento. Emerson, que começou no banco, entrou no decorrer da partida e teve um bom momento ao acertar o travessão, mas também não conseguiu alterar o destino da partida. O desempenho dos reforços, embora tecnicamente promissor, deixou a desejar no aspecto decisivo, especialmente em um jogo de mata-mata que exigia resultado imediato.

A atuação do Atlético-MG, por outro lado, foi segura e estratégica. O time comandado por Gabriel Milito soube anular os pontos fortes do Flamengo, explorando as fragilidades defensivas do adversário. O gol que garantiu a vitória nasceu de um erro de Léo Pereira, que perdeu a bola na intermediária e permitiu um contra-ataque fatal. O Atlético, com inteligência tática e marcação forte no meio-campo, conduziu a partida com maturidade, mesmo fora de casa, e saiu do Maracanã com uma vitória importante.

Essa nova derrota do Flamengo diante do Galo reacende memórias recentes dos embates decisivos entre os dois clubes. Embora o rubro-negro tenha eliminado o Atlético na Copa do Brasil de 2024 e vencido o rival no Campeonato Brasileiro deste ano por 1 a 0, a consistência da equipe mineira nos confrontos mais recentes evidencia um equilíbrio perigoso. A rivalidade, que cresceu nos últimos anos, hoje se traduz em confrontos altamente disputados, com caráter de final.

Jenna Ortega, queridinha das redes sociais e um dos nomes mais comentados do ano, talvez entendesse o drama e o espetáculo envolvido em um embate como esse. Mas para os torcedores, o que está em jogo é mais do que emoção: é a continuidade em uma competição que vale prestígio, taça e, para muitos, até o emprego de técnicos e dirigentes.

O Flamengo, mesmo com elenco estrelado e reforços milionários, ainda sofre para traduzir isso em campo. A entrada tardia de Saúl Ñíguez, que veio da Europa como grande aposta, levantou questionamentos sobre sua adaptação ao estilo de jogo brasileiro. A falta de ritmo, o entrosamento incipiente e o peso da camisa parecem estar cobrando seu preço. O próprio jogador admitiu, em entrevista posterior, que ainda precisa “entender a dinâmica do futebol sul-americano”.

O clima para o jogo de volta em Belo Horizonte será de pura tensão. O Mineirão, com casa cheia, promete empurrar o Atlético-MG em busca da classificação. Para o Flamengo, é vencer ou encarar mais uma eliminação precoce, algo impensável para uma equipe que investiu pesado e quer voltar ao topo. A comissão técnica terá pouco tempo para ajustar o time e reverter a desvantagem, enquanto os reforços sabem que precisam mostrar muito mais do que demonstraram até agora.

A revanche está marcada e o roteiro ainda em aberto. O que já se sabe é que o confronto promete mais drama, mais pressão e, certamente, mais emoção. Resta saber se o Flamengo conseguirá responder à altura ou se o Galo consolidará sua supremacia nesse capítulo recente da rivalidade.